segunda-feira, 21 de junho de 2010

A raiz de todo mal?

Algum tempo atrás, expliquei por que me incomodava tanto a maneira como a fé é valorizada em nossa sociedade. Se o tema te interessa, clique aqui para ler meu texto. Confira, também, o documentário A raiz de todo mal?, apresentado por Richard Dawkins, de quem já falei algumas vezes. Você vai ver que as legendas dão umas escorregadas no potruguês e que em alguns momentos a tradução poderia ter sido mais feliz, mas nem por isso deixo de agradecer pela gentileza do camarada que postou esse vídeo no TouTube.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

terça-feira, 8 de junho de 2010

Mais Festa da Música

Falando nisso, seguem duas apresentações da edição do ano passado (são as únicas que encontrei no Youtube) que mostram bem o espírito de diversidade da Festa da Música:

Uma apresentação em japonês:

Uma apresentação em espanhol:

4ª FESTA DA MÚSICA EM VITÓRIA

Divulgando nossa festa:
Acontece no dia 19 de junho de 2010 a 4ª Festa da Música em Vitória, cuja realização se faz possível graças à iniciativa do Centro de Línguas para a Comunidade, da Associação dos professores de Francês e da Aliança Francesa de Vitória.
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Essa festa tem origem na França, onde ocorre anualmente há mais de duas décadas. Todavia, esse evento vem-se expandindo pelos países dos cinco continentes. No Brasil, ela acontece em várias cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Brasília, Fortaleza, entre outras. A festa reúne amantes da música, seja ela francesa, brasileira, italiana, espanhola, inglesa, japonesa, alemã, etc.
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Interessados em se apresentar poderão se inscrever através do e-mail frances@clinguas.com.br. É necessário informar o nome do(a) inscrito(a) e da música a ser apresentada. Maiores informações com a Profª. Angela pelo e-mail angmariesilva@yahoo.com.br. Seja cantando, dançando, tocando algum instrumento ou prestigiando o evento, sua presença é muito importante!
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Local: Auditório do CCJE (Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas)
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Início: 17h30.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PLUTÔT

Depois de alguns anos como professor, a gente percebe que algumas palavras extremamente importantes quase nunca aparecem na fala dos alunos. Talvez a causa seja o material didático, que não aponta a importância desses vocábulos, ou a dificuldade de levar os alunos a ter um contato mais intenso com documentos autênticos na língua. Penso que a chave do aprendizado é prestar muita atenção ao que é visto em sala de aula, mas não se limitar a isso: é preciso ter espírito de pesquisador, é fundamental guardar a curiosidade e futucar textos dos mais diversos tipos, assistir vídeos na internet, buscar aprender sobre a cultura que se tenta conhecer (na própria língua, de preferência, ou em português mesmo, se for bem no comecinho do estudo).
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Mas do que eu gostaria mesmo de falar, hoje, é de uma palavra que me parece ilustrar perfeitamente o que mencionei acima: plutôt. Esse advérbio (que tem bem mais de uma tradução) é, a meu ver, bem representativo de um modo francês de pensar. Vamos a alguns exemplos que não terão a pretensão de ser exaustivos (essa palavra é um verdadeiro universo, consulte o TLF, o maior e melhor dicionário on-line que eu conheço). Termino com um rápido comentário:
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– Tu l’as trouvé comment, ce film ? (O que você achou desse filme?)
Plutôt bien. (Até que é legal.)
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C’est intéressant comme livre mais c’est plutôt bizarre.
(É um livro interessante, mas é meio esquisito.)
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Il est plutôt barbant, celui-là !
(Aquele cara é meio chato! – mesmo que você ache o sujeito um mala sem alça total. Embora você possa dizer de modos bastante expressivos (bastante mesmo, acredite em mim!) que você não aguenta o camarada, percebo que o eufemismo e certo tipo de ironia são mais frequentes na França do que no Brasil.)
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La musique de cet artiste mélange différents styles mais je crois qu’il fait plutôt du rock.
(A música desse artista mistura diferentes estilos, mas eu acho que ele está mais pro rock.)
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C’est une proposition polémique mais je suis plutôt pour.
(É uma proposta polêmica, mas eu sou mais favorável do que contrário a ela.)
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Plutôt que d'être sur FACEBOOK, je devrais être avec the FACE on the BOOK.
(Em vez de ficar no FACEBOOK, eu deveria ficar com the FACE on the BOOK.)
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– Tu viens avec nous au concert de “Parangolé” ? (Você vai com a gente no show do Parangolé?)
Plutôt mourir ! (Prefiro morrer!)
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Como você percebe, plutôt, que vem de plus tôt (“mais cedo”) pode ser comparado a um dos usos da palavra portuguesa “antes”, quando ela indica a preferência. Acontece que, em nossa língua, trata-se de um uso meio (plutôt) literário, reservado de preferência (plutôt) a provérbios ou à língua culta, enquanto que, em francês, é coloquial. Prefiro até dizer (je dirais plutôt) que creio que a frequência relativamente grande desse advérbio está ligada ao temperamento francês, que me parece preferir expressar suas opiniões mais (plutôt) com meios-tons do que com cores berrantes. (É uma impressão pessoal, posso estar enganado, mas bom...)
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Claro que há diversos sinônimos e que, se você quiser traduzir o parágrafo acima, não precisa repetir plutôt tantas vezes. Escrevi daquele jeito mais (plutôt) para brincar um pouco. “Mas quais são os sinônimos, professor”, pergunta alguém do outro lado da linha. Um sujeito meio (plutôt) escroto responde: “Bom tema para você pesquisar, né? Lembra do que eu falei lá no alto?”

sexta-feira, 14 de maio de 2010

la nouvelle lune

l’océan s’étend entre moi
et elle, dans ma pensée,
elle est la nouvelle lune,
elle est là même
si je ne la vois pas
encore
si, je la vois quand je m’envole
quand j’enlève le voile
quand je déplie mes ailes
pour aller à sa rencontre
dans mes rêves je la devine
blanche sur la nuit sombre
au-dessus de la mer
au-dessous je sombre
.
mon élan est lent
me voilà devenu une île
perdu dans cet océan
je souffre, je sens le souffre
moi, le volcan, j’attends :
le vol, quand ?
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quoi que je fasse, où que j’aille,
jaillit la lave que ses mots éveillaient,
jusqu’à ce qu’il niais que le détail
de ces sourires imaginés
derrière le silence de la distance
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le non-dit inonde cet océan
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« hélas », je pense
et là, je pense : « elle
est ma nue, elle
me réchauffe
de la lueur qu’elle émane, nue
dont je ne tombe point, nue
que je ne vois
guère que je déclare
ascète mer qui nous sépare »
.
il est tard et elle se couche
quelque part dans l’horizon
la voix éraillée, je crie ma joie
aux quatre vents, en voyant
la voie émaillée qui se décrit
sinueuse sur la mer : mon itinéraire
.
bien ou mâle, je la suivrai

Entre o livro e a liberdade

Depois de um longo período de hibernação, me voilà de volta ao blog. Hoje, quero compartilhar com vocês minha alegria de ver minha participação no coletivo Entre o Livro e a Liberdade, exposição de poesias ao ar livre realizada em Portugal, da qual minha amiga Anne Ventura falou duas vezes em seu blog (clique para ler o primeiro texto dela e o segundo). Enviei três poemas e a Anne topou com um deles (a exposição é enorme, então foi sotre minha ela ter encontrado o texto).
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Seguem abaixo as fotos que ela tirou, que não me deixam mentir. O texto, já publicado aqui, se chama minúsculo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Les Ramens - como andam suas capacidades de tradutor(a)?

Esse cara faz uma música muito legal, usando um aplicativo para IPhone chamado EveryDay Looper. Quando você começa a assistir, pode achar que é uma bobeira, mas à medida que ele vai acrescentando novos sons e fazendo a mixagem, o resultado é impressionante.
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O texto também é bastante divertido. Diz o seguinte:
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Faire les courses j’ai trop la flemme,
je ne mange plus que des ramens,
qui ont le même gt
poulet en poudre,
mais que c'est bon.

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Para quem estuda francês, há muito o que observar nesse vídeo:
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1 - Observe nosso amigo Ed pronunciando o "e" não acentuado em final de sílaba (marcado de vermelho no texto). Não apenas escute, mas preste atenção na articulação labial: é desse fonema (cuja transcrição fonológica é [ə]) que eu falei em meu texto sobre os acentos em francês. Você vai ver que ele é completamente diferente dos fonemas [e] ou [ɛ], marcados de verde. Coloquei da mesma cor porque muitos franceses tendem a aproximá-los bastante, privilegiando uma articulação mais "fechada".
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2 - Por falar em "e" não acentuado, repare que, quando ele se encontra em final de palavra, simplesmente some. Em algumas regiões no Sul da França, costuma-se pronunciá-lo como o som marcado de vermelho mas, no resto do país, ele é "engolido" numa boa. Olhe bem as letras em cinza.
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3 - Outro detalhe interessante é a maneira como as palavras em inglês são pronunciadas em francês. Na introdução, ele diz várias: everyday, looper, cool, IPhone. Por favor, veja bem que os franceses pronunciam o inglês à moda francesa da mesma maneira que os brasileiros pronunciam com o sotaque tupiniquim. Não tem nada da antiamericano nisso. Já falei sobre isso outro dia.
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4 -
Ainda em termos de pronúncia, fique de olho / ouvido vivo na oposição entre [u], marcado de lilás, e [y], marcado de azul.
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5 - Com relação à gramática, leia minha postagem sobre a expressão da restrição em francês para ter certeza de que entendeu direito o segundo verso.
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Mas eu já te dei muita coisa de mão beijada. Que tal você colocar uma tradução da letra dessa música nos comentários? Evidentemente, não peço uma versão em português, apenas o texto na forma mais natural / coloquial possível em nossa língua.
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Grande abraço.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

MOZÉS: ERÉS CODÓ!!

Confira o vídeo desse "pastor muito louco". Só para informação: o que ele queria dizer com "Erés codó" é Eretz Kodesh ("terra sagrada", em hebraico - nada que o Wikipédia não resolva).

Como sempre, rir é o melhor remédio. Confira também a versão funk:



sexta-feira, 9 de abril de 2010

2 entrevistas com Chico Buarque

Como a gente provavelmente nunca vai ter o prazer de bater um papo com o Chico Buarque, fica aí para vocês o que nosso grande poeta diz sobre o racismo no Brasil. Com leveza e inteligência, Chico mostra o absurdo de haver tanta gente se achando "branca" num país que tem na mestiçagem sua maior riqueza. (Para quem pensar em meu texto sobre o Dia da consciência negra, vale dizer que o fato de o racismo contra os negros ser uma realidade inegável não justifica nenhum tipo de "racismo compensatório" contra os supostos brancos.)
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Mas como nosso querido Chico, além de grande compositor, ainda é poliglota, segue uma entrevista bastante irreverente que ele deu a uma televisão francesa, provavelmente no início dos anos 90. Ainda dá para curtir algumas músicas. Uma boa alma se deu o trabalho de traduzir a entrevista, então vou passar esse belo trabalho adiante, colocando-o nos comentários. Caso você encontre algum erro, deixe num comentário.
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(Longe de mim querer colocar Chico Buarque para baixo, mas ele comete uns errinhos aqui e ali. Coisa boba, provavelmente distrações, porque ele fala muito bem mesmo. Mas você é capaz de identificar esses pequenos deslizes? Coloque a resposta nos comentários.)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Por que, em francês, a negação é composta de duas palavras?

Em 7 anos ensinando francês, já perdi a conta de quantas vezes usei aquele cacoete aprendido com uma antiga professora: sempre que alguém esquecia de usar o pas da negação, ela dava um tapinha no quadro ou na própria mão, para fazer um "pá" e a gente não deixar a negação pela metade.
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Antes de entrar no assunto que me interessa hoje, convém lembrar que nem toda negação leva pas, como mencionei numa postagem recente. Não vou entrar em detalhes porque basta você consultar uma gramática ou o dossier do B1. O que eu gostaria é de responder à pergunta que, por razões compreensíveis, não costuma ser abordada nos livros didáticos: Por que, em francês, a negação é composta de duas palavras?
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O fato é que ne (muito frequentemente n', clique aqui para revisar) contém apenas um e sem acento e, portanto, é uma palavra muito fraquinha: se bobear a gente nem ouve. Assim, já na Idade Média, os falantes de francês sentiam necessidade de marcar a negação de modo mais claro, e para isso empregavam alguns monossílabos, de acordo com o verbo. Exemplos:
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Je ne marche pas. Je n'avance pas. (Eu não ando / avanço passo.)
Je n'écris point. (Eu não escrevo ponto.)
Je ne dis mot. (Eu não digo palavra.)
Je ne mange mie. (Eu não como migalha.)
Je ne bois goutte. (Eu não bebo gota.)
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Como se pode ver, os verbos tinham a ver com o sentido específico dessas palavras (que até hoje continuam substantivos autônomos, já fiz até um poema brincando com isso). Ao longo do tempo, pas se generalizou como o mais importante desses auxiliares de negação, passando a ser usado no lugar dos outros. Em francês culto escrito, ainda se pode encontrar exemplos dessas antigas negações, especialmente com point, que funciona como uma negação um pouco mais enfática do que o simples pas. Há diversos provérbios e citações bíblicas ou literárias com point.
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Na língua falada de hoje em dia, por outro lado, só se ouve pas, a não ser nos casos em que a presença de uma outra palavra de sentido negativo (plus, jamais, personne, rien, aucun) já dá conta do recado. Na verdade, a tendência na oralidade é "engolir" o ne / n', que é a parte menos importante da negação. Ainda assim, é importante lembrar que o francês rebuscado (la langue soutenue) admite a formação de algumas negações apenas com o ne, especialmente com os verbos savoir e pouvoir. É célebre a frase do Tartuffe de Molière: Cachez donc ce sein que je ne saurais voir. "Esconda esse seio que eu não saberia (= poderia) ver." Um outro exemplo: je ne peux vous répondre ("não posso lhe responder"), que normalmente se diz je ne peux pas vous répondre.
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Há, entretanto, construções com ne (sem pas) que não são negativas: o chamado ne explétif, ao qual já fiz alusão outro dia, e a construção ne... que, que já mereceu uma postagem bem detalhada.
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Para terminar, vamos apenas recordar que a negação com duas palavras também existe naquela língua exótica chamada português: devido à nossa inclinação a pronunciar o "não" como "num" (em muitíssimas situações, pronunciar "não" muito direitinho soa até antipático), sentimos necessidade de jogar um outro "não" ou um "nada" no final da frase. Vem à minha mente o eco de antigos diálogos com minha avó:
- Para de ler e vai dormir, menino!
- Num vou, não! (Ou simplesmente "vou não") Eu vou dormir na hora que quiser!
- Vai nada!
(Fim de papo.)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quem quer trocar uma Bíblia por uma revista pornô?

Clicando aqui, você pode conferir uma pequena discussão sobre uma campanha bem polêmica realizada por estudantes da Universidade de San Antonio, no Texas (EUA). Eles ofereceram a seus colegas uma revista ou vídeo pornográficos em troca de uma Bíblia. O objetivo era evidenciar que o Antigo Testamento é tão misógino e sexista quanto as revistas de mulher pelada ou os filmes pornô. Após a apresentação da campanha por seu idealizador, você tem a reação de um ativista cristão, que lançou uma campanha oposta. Cada um defende seu ponto de vista, você lê um pouco em francês para treinar e tira suas próprias conclusões.
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É claro que, se você conhece meu blog, sabe muito bem de que lado estou, então não vou fingir que sou imparcial: o que mais me escandaliza no texto do cristão é exatamente que ele chame de escandalosa a publicidade ateia (que eu já mostrei outro dia, clique aqui) que dizia "Deus provavelmente não existe, então pare de se preocupar e aproveite a sua vida". (Lógico que, quando um religioso diz que quem não acredita em Deus vai queimar por toda a eternidade no inferno, isso não é nada ofensivo, não é?)
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Como os textos são em francês e eu estou de muito bom humor, segue um pequeno vocabulário que pode facilitar a sua vida:
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broyeuse : trituradora (não me parece o melhor lugar para se colocar um livro, seja ele qual for)
brûler : queimar
cocon : casulo; "ninho", em sentido figurado
être à court de : estar em falta de
mal prendre quelque chose : levar algo a mal
musclé : musculoso; tenso, difícil (quando se trata de uma discussão)
pancarte : cartaz de segurar
rabaisser : rebaixar
réagir au quart de tour : reagir imediatamente
y compris : inclusive
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Além disso, vou colocar nos comentários um pequeno vocabulário ligado ao assunto, para matar sua curiosidade, já que seu professor provavelmente não vai ensinar isso em sala de aula. (Não coloco dentro da postagem porque as palavras "de baixo calão" poderiam chocar alguns leitores.)

"Je ne t'aime plus", de Manu Chao

Um monte de gente pensa que Manu Chao é sul-americano, de tanto que ele gravou em castelhano (sem sotaque, porque ele é bilíngue) e visitou nosso continente. Mas ele é francês, e seu nome verdadeiro, José-Manuel Thomas Arthur Chao, deixa clara sua origem espanhola.
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Abaixo, você confere uma de suas composições mais conhecidas, que eu passo para minhas turmas de Básico 1 e que é uma verdadeira aula sobre a negação em francês. Não tem nenhuma frase com pas, mas tem a negação do infinitivo e do partitivo, o uso de plus, jamais, plus jamais, plus rien, uso do n', omissão do ne em diversas frases... O melhor exemplo, para mim, o que condensa vários do fenômenos mencionados, é o trecho tellement y a plus d'espoir, que é a forma oral de tellement il n'y a plus d'espoir ("de tanto que não há mais esperança"): repare que, além de não conter o pas, por se tratar de uma negação com plus, ainda tem a supressão do ne e do pronome il; como se não bastasse, é um exemplo de negação do partitivo. Enfim, uma festa para o professor, parece até que foi feito de propósito!
(Antes de passar ao clipe, vamos lembrar que o uso do apóstrofo segue regras bem precisas, que você aprende lendo meu texto, e que a presença de ne em uma frase não indica necessariamente uma negação, como já expliquei em outra postagem.)
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A letra, como de costume, está nos comentários.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quelque chose à te dire - ENCARE O DESAFIO!

No embalo da última postagem, segue a sugestão da leitora Priscila Milanez. Quelque chose à te dire está em cartaz no Cine Metrópolis (na UFES, em Vitória, ES), às 17:00, com o título "Algo que você precisa saber". Veja a resenha e o trailer:
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Os Celliers formam uma família comum - isso levando em conta que todas as famílias têm problemas. Mady, a mãe, é uma sexagenária que passa o tempo reclamando do marido, Henry, que dia após dia experimenta uma regressão desde que deixou a direção de sua empresa. Antoine, o filho mais velho, assumiu o posto do pai, mas é incapaz de dirigir os negócios - já à beira da falência. Alice, uma das irmãs, pinta compulsivamente desde que abortou duas vezes e é dependente de antidepressivos. E Annabelle, enfermeira numa unidade de cuidados intensivos, tenta desesperadamente salvar os seus parentes e acha que isso é possível pela leitura de mapas astrológicos. O universo dessa família desestruturada começa a mudar, repentinamente, com a chegada do policial Jacques.
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Ainda não vi o filme, mas parece ser um bom exemplo do que considero o encanto do cinema francês: produções que não se encaixam facilmente em nenhuma categoria, dramas que emocionam sem ser piegas ou apelar a clichês batidos e que, não raro, fazem sorrir. Você sai do cinema como se tivesse batido aquele papo maneiro com um grande amigo.
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Alguns alunos me disseram que Quelque chose à te dire é excelente, então vou fazer o possível para não perder. Quem sabe a gente se esbarra no cinema?
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Mas, para terminar, gostaria de lançar um desafio: as legandas estão ótimas, mas uma delas (no começo do trailer) está errada e outra (mais pro final) está incompleta, faltando uma frase inteira. Você é capaz de identificá-las e propor uma correção? Deixe um comentário.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

PARLER X DIRE

Brasileiros que aprendem francês costumam se embolar um pouco na hora de escolher entre parler e dire (a mesma confusão acontece com relação ao par hablar / decir, em espanhol, e parlare / dire, em italiano). A mistureba que os professores de língua conhecem bem não se deve a uma complicação no uso desses verbos; na verdade, a diferença é até bastante clara. O negócio é que, pelo menos no português do Brasil, existe uma situação em que costumamos empregar indistintamente “falar” e “dizer”, ao passo que as outras línguas neolatinas admitem apenas dire e decir.
.Vamos aos exemplos: em português, as duas frases abaixo não comportam nenhuma diferença significativa:
“Meu pai me disse que ia viajar” / “Meu pai me falou que ia viajar”
.Em francês, por outro lado, só se pode dizer Mon père m’a dit qu’il allait voyager..
Em resumo: parler nunca pode ser usado para introduzir uma citação, um discurso indireto; nesse caso, só cabe usar dire. Simples assim. Seguem alguns exemplos de usos corretos de parler:
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Guillaume parle trois langues. (Guillaume fala três línguas.)
Julien n’aime pas parler en public. (Julien não gosta de falar em público.)
Nicolas va nous parler de son projet. (Nicolas vai nos falar sobre seu projeto. – parler sur, calcado no português “falar sobre”, fica bem estranho em francês.)
– Marie parle au nom de toute son équipe. (Marie fala em nome de toda a sua equipe.)
Jean-Pierre parle fort / tout bas / vite / doucement. (Jean-Pierre fala alto / baixinho / rápido / devagar, suavemente.)
Roger parle bien / mal. (Roger fala bem / mal)
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É bom lembrar que parler bien / mal, na frase acima, tem o sentido de “expressar-se de forma mais ou menos clara ou correta”. Quando é no sentido de “falar bem ou mal de algo / alguém”, usa-se dire:
.Aline dit du mal de tout le monde. (Aline fala mal de todo o mundo.)
Emmanuelle m’a dit beaucoup de bien de toi. (Emmanuelle me falou muito bem de você.)
.Aliás, vamos lembrar mais uma vez: somente o verbo dire pode ser seguido de que para reportar uma declaração alheia, e não parler. É o famoso discours rapporté que dá tanta dor de cabeça aos meus alunos e que você pode revisar e praticar clicando aqui. Segue um exemplo:
Marc m’a dit qu’il avait passé trois mois au Chili. (Marc me disse que passou três meses no Chile.)
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A única situação em que se poderia usar parler que, e que não tem nada a ver com discurso indireto, seria no caso de uma restrição com ne... que:
John est diplomate mais il ne parle que sa langue maternelle. (John é diplomata, mas só fala sua língua materna.) Lembrando que o ne costuma sumir na língua oral. Não entendeu direito o uso de que nessa frase? Consulte meu texto sobre o assunto.
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Em português, também temos o “falar para” seguido de infinitivo, usado para retransmitir ordens ou pedidos. Em francês, isso dá dire de:
Susanne m’a dit de préparer les documents pour la réunion. (Susanne disse / falou para eu preparar os documentos para a reunião.)
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Um uso interessante de dire, em francês, é como verbo reflexivo, com o sentido de “pensar” (literalmente, se dire significa “dizer para si mesmo”):
J’ai vu la campagne contre le gaspillage d’eau et je me suis dit qu’il fallait que je fasse quelque chose. (Eu vi a campanha contra o desperdício de água e pensei que eu tinha que fazer alguma coisa.)
.Espero sinceramente que, depois de ler meu texto, você não pense:
Il parle beaucoup mais ne dit rien. (Ele fala muito, mas não diz nada.)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

minúsculo

tirei as vírgulas da minha cabeça
as muitas aspas de meus cabelos
bati as reticências que em meus ombros
se depositavam
pus de lado meus óculos parênteses
para em tese entrar nu
no labirinto de apóstrofos
e arrobas que é meu cérebro
quieto
após tropeçar num travessão
que não abriu nenhum diálogo
nenhuma explicação
não há exclamação
para o silêncio
que aqui
encontro
os escombros de uma construção arcaica
caem quase cá e lá
já é outra minha expressão
idiomática
eu que sou tão pobre me digo
não trema
não há centopeia
nem cérbero
que não há portas nem castelos
talvez quem sabe um aposto
uma exceção à regra
uma interrogação que seja
debaixo de sete colchetes
mas não trouxe a chave
e fico sem meu paradoxo
e neste momento singular
neste diacrítico
saio ruidosamente
do reino das palavras
cuspindo onomatopeias
eu não mato achar nada
fazer o que
pra que forçar a barra
não houve descobertas
letra muda ponto cego
tudo se transforma
mas ao fim não me resta
nada além
de um rascunho sem ponto final

sábado, 27 de março de 2010

Coco avant Chanel

Deveria ter escrito sobre "Coco antes de Chanel" um pouco antes, quando ainda estava em cartaz, mas acabei me distraindo. Seja como for, quem estiver interessado em conferir a história dessa mulher extraordinária não terá dificuldade em encontrar o DVD por aí. Também não vou postar o trailer porque ele é bem fácil de achar. Gostaria apenas de registrar que gostei muito do filme, que retraça a vida da estilista que libertou metade da humanidade de espartilhos sufocantes e de pendurucalhos ridículos.
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A interpretação de Audrey Tautou, que passa uma certa impressão de frieza (quem não vai se lembrar da vibrante Amélie Poulain?), apenas reforça o quanto essa menina é competente. Na verdade, o tom encontrado pela atriz não só condiz perfeitamente com a história de vida de Coco Chanel, mas também é muito semelhante à sobriedade da personagem real.
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Para conhecer a verdadeira Coco Chanel, confira essa entrevista de 1969. (Sinto muito, não tem legendas e você talvez ache meio difícil de entender, mas vale o desafio.) A estilista faz reflexões muito inteligentes e atuais e, com uma lucidez impressionante, alfineta meio mundo. Segue um trecho da apresentação da entrevista no Youtube:

[...] Coco Chanel, alors âgée de 86 ans, nous propose un regard très critique sur l'évolution de la société. Elle évoque les femmes en pantalon et celles qui "montrent leur genou", regrette la perte de prestige de Paris, vante les mérites de sa clientèle américaine, fustige le microcosme futile de la mode et dénonce le culte de la jeunesse et les dérives de l'argent roi.
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A entrevista é recheada de imagens de desfiles do fim dos anos 60, e é hilariante ver modelos usando roupa de gente. Acreditem: na época, aceditava-se que a ideia era apresentar coleções que seriam realmente usadas na rua por pessoas elegantes. Veja que loucura! Toda pessoa sensata sabe que um desfile deve mostrar meninas esqueléticas com maquiagem bizarra e vestindo pijamas alienígenas...
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Entrevista com Coco Chanel
Parte 1


Parte 2
P.S.: Fale direito e não tenha vergonha de pronunciar "kôkô". Em francês, coco significa "coco" (que surpresa!) e é, também, uma forma de tratamento carinhoso, como nosso "docinho de coco". Para entender por que Gabrielle Chanel ganhou esse apelido, veja o filme.
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P.S. 2: O nome daquela coisa fedorenta, em linguagem infantil, é caca (pronúncia-se "káká", o que deve levar alguns franceses a soltar um risinho quando ouvem o nome do nosso atacante-galã). Em linguagem normal, é merde mesmo. Um termo específico é crotte (bosta de cachorro, por exemplo). Para continuar no léxico da nojeira, crottes de nez é "meleca" (a sequinha) e morve é "catarro" (morve também é o nome de uma doença que ataca principalmente equinos, mas que também pode afetar o homem, e que em português se chama "mormo" ou "lamparão"). Não consegui descobrir como se diz "remela". Alguém teria uma sugestão?

quarta-feira, 24 de março de 2010

HORA DO PLANETA

Quem me conhece sabe que tento ser sempre "ecologicamente correto". Claro que na medida do possível: alguns ativistas dizem que os rebanhos bovinos são responsáveis por uma parte considerável das emissões de gases do efeito estufa e que por isso deveríamos deixar de consumir carne vermelha. (Mas muitos desses mesmos ativistas não se lembram que a proteína de soja que eles cozinham vem de plantações que estão engolindo o nosso cerrado e uns pedaços da floresta amazônica...)
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O fato é que, fora deixar de comer meus lindos bifes e ensopados, busco tomar algumas atitudes que estão ao alcance de todos e que vale a pena divulgar:
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Não tomar banhos longos (5 minutos é mais do que suficiente)
Evitar até mesmo pequenos desperdícios de água (por exemplo, veja se você não abre demais a torneira na hora de lavar a louça - nem falo daqueles cretinos que esquecem da vida lavando a calçada ou que escovam os dentes de torneira aberta)
Não deixar lâmpadas ou aparelhos eletrônicos ligados sem motivo (tipo aquela televisão sem ninguém vendo ou aquele ventilador num cômodo vazio)
Reutilizar papel impresso (não é pobreza fazer folhas usadas de rascunho ou imprimir o outro lado, sempre que possível)
Imprimir só o que for realmente necessário (pra que gastar papel com uma piadinha besta que você recebeu pela internet? Leia, dê sua risada e, no máximo, repasse)
Comprar aparelhos multifuncionais (é muito melhor ter um celular que toca música do que ter um telefone e um MP3 - que, aliás, já é coisa da pré-história)
Não comprar bugigangas inúteis ou vagabundas (a fabricação de produtos que não servem para nada ou que são tão fuleiros que se tornam descartáveis consome recursos naturais - e consomem o seu dinheiro também)
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Poderia continuar, mas o que eu gostaria mesmo de divulgar aqui é a HORA DO PLANETA: no sábado, dia 27 de março, entre 20:30 e 21:30, deixe as luzes apagadas (ou acenda somente o mínimo estritamente indispensável) por uma hora. É um gesto simbólico e, embora eu seja muito cético com relação à ideia de que os poderes públicos poderiam, a partir disso, se sensibilizar mais com as questões ambientais, acho que vale a pena fazer a experiência de passar um tempo sem desperdiçar energia.
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Por que você não aproveita a hora do planeta para chamar alguém legal para jantar, bater um papo... Ou então fazer um ranguinho especial para a mulher, a namorada, o maridão, o ficante, sei lá. Não tem desculpa que não sabe o que vai preparar: receita aqui é o que não falta!
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No final das contas, pode ser que você não salve o planeta, mas com certeza vai salvar o seu sábado de ficar na frente da televisão ou perdendo tempo nos MSN da vida. E talvez crie o hábito, vale a pena tentar...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Como se diz "lugar"? Endroit, place ou lieu?

Muitos alunos, quando querem dizer "lugar", apelam para o conhecimento que têm do inglês e usam place, que realmente significa "lugar", mas em acepções específicas. Outras traduções possíveis são endroit e lieu. Então tanto faz? Libera geral? Não é bem assim.
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Place designa, normalmente, o lugar em que algo deve ficar ou a posição que alguém ocupa em uma empresa ou organização. Lugar reservado em teatro, trem ou avião, também. Dizemos, assim:
Chaque chose a sa place. (Cada coisa tem seu lugar.)
Mettez-vous à ma place.
(Ponha-se no meu lugar.)
André occupe une place très importante dans son entreprise. (André ocupa um lugar / uma posição muito importante em sua empresa.)
Ces livres ne sont pas à la bonne place. (Esses livros não estão no lugar certo.)
Je voudrais réserver une place dans le train de 20h. (Gostaria de reservar um lugar / um assento no trem de 20:00.)
J'ai trouvé de bonnes places pour la pièce de samedi. (Encontrei bons lugares para a peça de sábado.)
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Place
também pode ser traduzido como "praça" (la Place de la Concorde, la Place de la Bastille, etc.) ou "espaço":
Ce meuble prend trop de place. (Esse móvel ocupa muito espaço.)
Fais-moi de la place. (Abre um espaço para mim.)
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Lieu costuma aparecer em expressões administrativas como lieu de naissance (local de nascimento), lieu de résidence, lieu de travail... A expressão au lieu de significa "em vez de" (ou "em lugar de"), enquanto que à la place de, conforme vimos acima, se traduz como "no lugar de".
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Diversas expressões contêm lieu: um lieu saint é um "lugar sagrado"; avoir lieu significa "acontecer", "ser realizado"; donner lieu à quer dizer "fornecer a ocasião para" (já "dar o lugar para" é donner / céder la place à).
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Na verdade, tenho a impressão que lieu é a palavra mais antiga para "lugar". Na verdade, o termo mais usado para dizer "um lugar" é un endroit. Por exemplo, se você quiser dizer "padaria" e não souber que é boulangerie, pode explicar que é l'endroit où on achète du pain ("o lugar onde se compra pão"). Se estiver conversando com um amigo francês sobre suas férias em Itacaré, pode comentar que é un endroit formidable.
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Algumas expressões importantes:
quelque part: "em algum lugar"
nulle part: "em lugar nenhum"
partout: "em todos os lugares", "em qualquer lugar"
n'importe où: "(em) qualquer lugar" (muitas vezes com conotação pejorativa)
ailleurs: "em outro lugar" (mesma etimologia que o poeirento "alhures" - curiosidades: d'ailleurs é "aliás" e par ailleurs, "por outro lado")

Local
(o substantivo) não é um termo genérico como endroit: significa, na verdade, "espaço" (o espaço onde se encontram as instalações de uma associação, uma loja etc.). Não por acaso, costuma ser usado no plural (locaux). Site, além de site de internet (que quase sempre se diz site Internet), costuma ser usado para designar lugares turísticos ou "sítios" (como "sítio arqueológico").
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A meu ver, o campeão é mesmo endroit. Mas essa palavra também indica o "lado direito" (de uma roupa), em oposição ao "avesso" (l'envers). Eu poderia continuar, mas acho que é melhor parar por aqui, antes que sua cabeça tourne à l'envers.

sexta-feira, 19 de março de 2010

"Camaronara"

Todo mundo conhece o carbonara, um molho italiano tradicional à base de ovos, parmesão ralado, bacon e creme de leite. E o macarrão passado na manteiga, hummm.. Há diferentes versões: algumas levam alho, outras são enriquecidas com cebola, até orégano eu já vi. Na internet, você consegue milhares de receitas dessa maravilha engordiet, mas o que não muda é o fato de que se trata da maior covardia culinária que existe. Afinal de contas, como é que uma receita com esses ingredientes poderia dar errado?
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Outro dia, preparei um carbonara em homenagem à minha cunhada e a única reclamação que ouvi foi por ter respeitado as quantidades indicadas na receita (ela queria três vezes mais bacon do que o necessário). O bacana do carbonara é que ele leva ingredientes que estão sempre à mão e podem ser estocados com certa facilidade. Pode não ser muito dietético, mas é maravilhoso e fica ainda melhor com um bom vinho tinto.
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Mas eu não vou atulhar a internet com uma receita que você pode encontrar com a maior facilidade. Em vez disso, vou postar aqui minha ideia de juntar o carbonara com uma das minhas paixões culinárias: camarão. Surgiu assim o "camaronara", que substitui o bacon por camarão e o creme de leite por uma manteiga de ervas. A receita quase não indica quantidades para você fazer do jeito que bem entender.
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INGREDIENTES (para duas pessoas)
Camarão pequeno ou médio descascado
Macarrão (meu preferido é o parafuso, que segura melhor o molho)
Parmesão ralado na hora (nem passe perto daqueles saquinhos horrorosos com cheiro de vômito: compre o Selita, que é premiado como um dos melhores do país)
3 ovos
Cebola picada
Azeite para refogar
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Para a manteiga de ervas
100 g de manteiga à temperatura ambiente (de preferência, sem sal)
1 maço grande de salsa
1 xícara de manjericão fresco
Orégano fresco e tomilho seco, se quiser
Alho (eu gosto de colocar muito)
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PREPARO
Ponha uma panela de água com sal para ferver. Mergulhe os camarões por 1 minuto ou 1 minuto e meio, só o tempo de cozinhar rapidamente (se passar disso, ele encolhe muito e ainda fica borrachudo). Escorra e reserve. De preferência, cozinhe o macarrão nessa mesma água: você dá um leve gosto na massa e ainda poupa um tempo valioso!
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Prepare a manteiga de ervas: basta passar todos os ingredientes no processador até obter um creme meio esverdeado. Reserve. Numa vasilha à parte, bata os ovos até a gema se dissolver bem e misture o parmesão. Reserve. Numa frigideira funda ou numa panela, refogue a cebola no azeite até dourar.
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Quando o macarrão estiver al dente, escorra, misture com a manteiga de ervas e passe para um refratário. Leve ao forno pré-aquecido (mas desligado) para não esfriar. Finalize o molho: esquente (bem rápido) os camarões na cebola refogada, apague o fogo, despeje a mistura de ovos e queijo, dê uma mexida caprichada e incorpore ao macarrão. (Se você deixar o fogo aceso para "cozinhar" os ovos, o molho vai empelotar - não tenha tanto medo da salmonella porque você vai comer tudo na hora.)
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Sirva com vinho branco e bom apetite!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Jogos pedagógicos

Segue abaixo um link para um pacote de jogos pedagógicos para treinar o vocabulário e a compreensão oral do francês. São dirigidos a iniciantes, mas quem já está mais adiantado não perde nada com uma revisãozinha de vez em quando e, acima de tudo, são joguinhos muito divertidos. É como se fossem pequenos video games sobre o vocabulário da família, dos números, os países da Europa, os acentos... Entediado você não fica!
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Os arquivos são .exe, mas não precisa ter medo de vírus (já foram verificados). A grande vantagem é que eles rodam diretamente e são muito leves. Para baixar, siga o link abaixo:

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http://www.4shared.com/file/241706534/cacbb78d/jogos_pedagogicos.html
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Na série "aprenda o francês brincando", recomendo também o site Phonétique, outro que contém jogos bem divertidos, indicados para quem tem entre uma semana e 47 anos de estudo do idioma. Clique aqui:

http://phonetique.free.fr/indexphonvoy.htm

(Mando link direto para os exercícios sobre fonemas vocálicos, pois considero que são os que mais apresentam dificuldades para os estudantes brasileiros, mas também há exercícios sobre as consoantes e semivogais.)