CARDÁPIO
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Coralie Clément
domingo, 7 de fevereiro de 2010
OS APÓSTROFOS EM FRANCÊS
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Mea culpa: no material didático, o uso do apóstrofo só é explicado de maneira sistemática quando da apresentação dos artigos definidos e dos pronomes-sujeitos. E apenas na primeira unidade do primeiro semestre. O assunto não é retomado depois, até porque aparecem outros temas, mas o fato é que a ortografia é um ponto bastante negligenciado pela maioria dos livros de língua estrangeira. O resultado é que, na falta de instruções mais detalhadas, os alunos seguem a intuição, e essa, creio eu, é orientada pelo conhecimento do inglês. Se, nesse idioma, a escolha entre I am e you are ou I’m e you’re, por exemplo, depende do grau de formalidade do texto, assim também deve ser em francês. Imagino que os alunos pensem assim. Acabam esquecendo que, no início do curso, o professor disse que era proibido escrever, dizer ou mesmo pensar uma monstruosidade como je habite, em vez de j’habite. Além disso, um mínimo de leitura deixa claro que esse tipo de coisa nunca acontece, em nenhum tipo de texto. Meia culpa: culpa compartilhada...
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Bom, mas se o problema é falta de explicação sistemática, lá vai: o apóstrofo é de uso obrigatório quando a vogal final de certas palavras encontra a vogal inicial ou o h mudo da palavra seguinte, e serve para marcar que essa vogal final não é pronunciada. Essa queda de uma vogal se chama “elisão” (élision). Aqui, me refiro especificamente aos seguintes vocábulos: je, me, te, se, le, la, ne, que e de, que viram j’, m’, t’, s’, l’, n’, qu’ e d’. SISTEMATICAMENTE. OBRIGATORIAMENTE. E exatamente porque se fala assim. Se, em vez de pronunciar j’ai (jé ou jê), você soltar je ai (je-é), não vai dizer “eu tenho”, e sim je hais (“eu detesto”, do verbo haïr). Isso seria... detestável.
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Não tenha vergonha de usar tantos apóstrofos quanto for necessário: J’imagine qu’André n’a pas de problème d’argent, parce qu’il t’a acheté un collier en or (“Imagino que André não está com problema de dinheiro, porque ele comprou um colar de ouro para você”). Desculpem o exemplo meio esquisito, não estava muito inspirado.
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Algumas observações importantes:
Si só se torna s’ diante de il. Lorsque (“quando”) só sofre elisão antes de il(s), elle(s), on, en e un(e) – nesse caso, escreve-se lorsqu’. Com quoique (“embora”, “ainda que”) é quase a mesma coisa (quoiqu’), com exceção de en – Quoique en ce moment... (“Embora neste momento...).
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O adjetivo possessivo feminino (ma), quando se encontra diante de uma vogal ou de um h mudo, não se transforma em m’, e sim em mon: ou seja, embora la + amie fique l’amie (“a amiga”), ma + amie = mon amie (minha amiga). Até porque mamie significa “vovó”.
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Na regra ortográfica, NUNCA se usa apóstrofo antes de consoante. Mas você já deve ter visto isso, até nas letras de música que eu posto aqui, e as do Yves Jamait são o melhor exemplo. Bom, trata-se de uma representação da língua falada, na qual costumamos “engolir” o e não acentuado e mesmo algumas consoantes ou algumas palavras que, em princípio, deveriam ser pronunciadas. Assim, se você se deparar com algo como i m’dit qu’y a pas d’souci mais j’crois pas qu’tu sois d’accord, saiba que se trata de um modo de retratar a maneira coloquial de pronunciar a frase il me dit qu’il n’y a pas de souci mais je ne crois pas que tu sois d’accord (“ele me diz que não tem problema, mas eu acho que você não concorda”). Mas lembre-se: se você escrevesse assim numa prova, seu texto pegaria sarampo!
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E pelamordedeus: o artigo definido plural (les) não vira l’ nunca-jamais, em hipótese nenhuma! Da mesma forma, não faz sentido usar apóstrofo onde não existe uma vogal para cair, como é o caso do artigo indefinido masculino (un): escrever un’hôtel, em vez de simplesmente un hôtel, é um atentado ao bom senso. E como chatice pouca é bobagem, vou insistir: também não se usa apóstrofo com o artigo indefinido feminino (une).
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Concluindo: acima, falei mais de uma vez sobre “h mudo” (h muet). Explico: não é que exista alguma situação em que o h tenha som, mas algumas palavras começadas com essa letra não admitem élision nem liaison (aquele fenômeno no qual les hôtels se pronuncia “lêzôtél”). Esse h aspiré está devidamente indicado no dicionário com um asterisco antes da palavra ou com alguma marca na transcrição fonológica. E para aprender... só estudando. Assim, mãos à obra!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Avez-vous déjà vu... ?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Trem da Vida
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Le complexe du Corn Flakes
domingo, 17 de janeiro de 2010
Le coq gaulois et le coq au vin

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Sans être réellement un emblème national, l'image du coq gaulois est souvent liée à celle de la France. Ce sont les Romains qui ont les premiers associé le coq et la Gaule, puisque le mot « gallus » désigne, en latin, et le coq et le Gaulois. Utilisée à la fin du XIIe siècle pour ridiculiser le roi de France, la comparaison est restée péjorative. Vaniteux, batailleur, sot, sensible à la flatterie, le coq n’est pas un animal glorieux ! Mais, peu à peu, devenu au contraire symbole du courage et de la victoire, cet emblème a été assumé par les Français eux-mêmes. Ainsi à la cour de François Ier, le coq figurera à côté de la fleur de lys, de la couronne et de la salamandre. La révolution française lui accordera une place privilégiée. Il figurera sur différentes monnaies de la IIe et de la IIIe Républiques.
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On le retrouve aujourd’hui sur la grille du Palais de l’Élysée, résidence du président de la République, et sur le clocher des églises.
.Clique aqui para ler um comentário muito interessante sobre o galo francês, num site que também apresenta uma série de dicas interessantes sobre o país de Astérix e Obélix. Fico até meio chateado de mandar o link, já que me arrisco a perder leitores para outro blog, mas é meu dever repassar informação de utilidade pública :)
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Pequena curiosidade: o lugar em que se encontra o galinheiro (poulailler), em francês, se chama basse-cour. O termo designa o terreiro no qual se criam aves e pequenos animais domésticos. O engraçado é que cour significa tanto “pátio” quanto “quadra” (de tênis, p. ex.) ou “corte” (como a corte de um rei, como se vê no texto acima).
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A receita do coq au vin, verdadeiro monumento da gastronomia francesa, segue abaixo, com a tradução entre parênteses, em itálico (a foto não é minha):
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COQ AU VIN (GALO AO VINHO)Pour 4 personnes (Para 4 pessoas) 1 coq (ou poulet) de 2 kg coupé en morceaux (1 galo (ou frango) de 2 kg cortado em pedaços)
200 g de lardons coupés en dés (200 g de bacon cortado em cubinhos)
300 g de champignons (300 g de cogumelos frescos)
50 cl de vin rouge (500 ml de vinho tinto)
2 cuillères à soupe de cognac (2 colheres de sopa de conhaque)
60 g de beurre (60 g de manteiga)
1 cuillère à soupe de farine (1 colher de sopa de farinha)
2 gousses d’ail pilées (2 dentes de alho socados)
2 oignons hachés (2 cebolas picadas)
1 bouquet garni (persil, thym, laurier) (1 amarrado de ervas (salsa, tomilho, louro))
Sel, poivre (Sal, pimenta-do-reino)
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Mettez dans une cocotte les morceaux de coq et faites-les dorer dans le beurre de chaque côté, 10 minutes. Sortez-les. Dans la même casserole, faites cuire les lardons à feu lent pendant 5 minutes. Ajoutez les oignons et faites-les dorer. Ajoutez alors les morceaux de coq et, en tournant, incorporez la farine et versez le vin. Mélangez bien, salez et poivrez. Mettez l’ail et le bouquet garni. Couvrez et faites cuire 1 heure à feu lent.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Poemas do Wilberth
CREPÚSCULO
Cai o sol...
Ai que tombo!
(SEM TÍTULO)
Quem tem boca vai a Roma
Quem tem boca vai a Londres
Quem tem boca vai à França
Pobre não tem boca
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Yves Jamait
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Fé
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Convém lembrar que esse conceito de fé se aplica igualmente ao soldado nazista convencido da superioridade da raça ariana, ao oficial da KGB preocupado em defender o governo do proletariado ou ao general brasileiro dos anos 60-70 que trabalhava para garantir que nosso Brasil Varonil estivesse “em ordem”. É aquela história: fé cega... e faca amolada!
domingo, 29 de novembro de 2009
É HEXA!!!
"Psychopathe", de Bénabar
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A expressão da restrição em francês
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O grande problema, na verdade, nem é dizer seulement, por mais que soe um pouco deslocado, mas deixar de aprender a construção NE + verbo + QUE, de longe a mais usada. Dessa forma, para dizer “Só estou com 20 euros aqui no bolso”, o natural é mandar um “Je n’ai que 20 euros sur moi” ou, seguindo a tendência de engolir o “ne” na fala corriqueira, “J’ai que 20 € sur moi”. Ao que alguém poderia responder: “Que ça?!” (“Só isso?!)
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Rien que costuma causar estranheza, mas não é nenhum bicho de sete cabeças: “Rien que de penser à cette scène, j’ai envie de rire” (“Só de pensar nessa cena, fico com vontade de rir”). E a expressão “c’est tout” costuma ser usada no final da frase: “Je lis, c’est tout” (“Só estou lendo”).
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Ouïe sélective
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"Ecoute un peu ! C'est pas possible ce bordel ! Toi et moi, on va nettoyer tout ça ensemble. Regarde, toutes tes fringues traînent par terre et si on ne fait pas une lessive immédiatement, tu vas devoir te balader à poil. Tu me donnes un coup de main maintenant et quand je dis ça, je veux dire là tout de suite !"
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L'homme comprend :
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Ecoute un peu blablablabla toi et moi blablablabla ensemble blablablabla par terre blablablabla à poil blablablabla un coup blablablabla maintenant blablablabla là tout de suite !
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A ce jour aucune thérapie ne semble pouvoir soigner efficacement cette faiblesse auditive.
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De toute évidence les hommes concentrent leur attention sur l'essentiel uniquement. Quel esprit de synthèse prodigieux & exceptionnel !!!!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
"Qui de nous deux", de Mathieu Chedid - PROMOÇÃO BAIXE 2 CDs E GANHE MUITOS OUTROS!!
P.S. 1: No antigo site oficial de Mathieu Chedid, estava escrito QUI2NOUS2 (que é o nome do disco também). Acontece que a preposição "de" e o numeral "deux" se pronunciam de modo quase idêntico (a diferença é que "deux" se fala com mais "força").
P.S. 2: Acabo de saber que Mathieu Chedid lançou o single Le roi des ombres e o álbum novo Mister Mystère. Além disso, tem um disco ao vivo, de 2005: -M- au Spectrum. E EU AINDA NÃO TENHO NENHUM DELES!!! Você não imagina o desespero que me bateu quando descobri todas essas novidades... Meu problema é que sou uma toupeira nessa coisa de télécharger (baixar) músicas. Assim sendo, lanço aqui uma promoção: quem baixar os discos para mim ganha um DVD inteiro com músicas ou filmes em francês. Quem se habilita?
sábado, 24 de outubro de 2009
Sem comentários
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A pronúncia e os acentos em francês - comemoração do 100° post
Conteúdo atualizado
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Por que os franceses são antiamericanos?
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
na terra do sol
para o diabo, basta um
palito de fósforo
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a luz dançarina das velas
já não me aquece nem me fascina
só ilumina minhas mãos
e minha pena
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fito sem susto meu rosto
- concluo que um dia tudo
se atrapalha e atropela no próprio oposto
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o palito seguro
produzo o atrito
tudo um tiro
no escuro